Coromandelense, residente em Uberlândia, com 1º caso de coronavírus confirmado no município, diz: “vamos nos proteger”

“Se você tiver sintomas da doença, mesmo que não faça o exame, fique em casa e descanse se for possível. Vamos nos proteger”. Essa é a dica do advogado Jonathan Campos, 39 anos, coromandelense, residente em Uberlândia, que foi o primeiro caso diagnosticado naquele município com o coronavírus.

Ele e a esposa estiveram entre os dias 29 de fevereiro e 8 de março em cidades turísticas da Argentina e Uruguai e, ao retornarem, dois dias depois, surgiram os primeiros sintomas.

Ao portal G1 ele falou sobre os sintomas. “Senti dor de cabeça forte, dor no corpo, nos olhos e febre de, no máximo, 38,5°C. Quanto tive os primeiros sintomas, me recolhi em casa por minha conta. Fiz o teste e comuniquei a escolinha da nossa filha sobre o problema. Como sou advogado, estou trabalhando em casa normalmente”, contou.

Agora, juntamente com a esposa, está em isolamento domiciliar. Já a filha de três anos, que não viajou, está recolhida na casa dos avós, que também são monitorados pela Secretaria de Saúde.

Primeiro caso em Uberlândia

Agora, a Prefeitura colheu novos exames que foram enviados para Belo Horizonte para fazer a contraprova.

Jonathan contou que não sabe exatamente onde se contaminou pelo coronavírus, mas reforçou que adotou todas as medidas de segurança durante a viagem.

“Tomei todos os cuidados: usei máscara no avião, tive o cuidado de não ficar tocando em nada no aeroporto, usei álcool em gel”.

Ele explicou que está se recuperando bem, alimentação e apetite normal. E reforça para que os moradores da cidade tenham precaução. “Se você tem sintomas da doença, fique em casa e descanse, se for possível. Vamos nos proteger e tomar cuidado, pois o vírus só vai ser vencido assim”, disse.

Momento de tensão

Assim que o exame de Jonathan Campos deu positivo, a esposa dele, Anna Paula Resende, de 34 anos, que também esteve na viagem, desabafou nas redes sociais.

Ela relatou que decidiu compartilhar a experiência do casal para que as pessoas fiquem informadas e saibam quais sintomas podem ter.

Disse também que nem ela, nem a filha e familiares estão com sintomas da doença, mas ainda não fizeram exames para descartar o diagnóstico, pois os kits fornecidos pela Prefeitura estão em falta. Sobre o assunto, a assessoria da Secretaria de Saúde disse que aguarda o envio de novos kits para a coleta, que vem do governo de Minas após liberação da União.

Anna Paula contou que, apesar de ela e o marido dividirem a mesma residência durante a quarentena, o casal não tem contato um com o outro e é acompanhado por profissionais da Prefeitura.

“Essa é uma situação que, até dezembro, só imaginávamos que veríamos em filme. É algo que chega a ser assustador quando você começa a analisar números de infectados”, desabafou.

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