Em Coromandel e outras cidades do Alto Paranaíba, Polícia Civil faz operação para combater desmanches e comércio clandestino de autopeças

Polícia

A Polícia Civil de Minas Gerais realiza na manhã desta quinta-feira (19) a Operação “Mosaico”. O objetivo é coibir a atuação irregular de estabelecimentos de desmonte e revenda de autopeças e ferros-velhos.

Municípios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba fazem parte das atividades de fiscalização, que ocorrem em mais de 100 cidades no Estado contra empresas que atuam em desacordo com as regras do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG).

No Triângulo, a Polícia Civil confirmou que realiza a ação nas principais cidades da região, como Uberlândia, Uberaba, Araguari e Ituiutaba. Estabelecimentos foram notificados, mas ninguém foi preso até o momento.

Em Uberlândia, foram 12 alvos, localizados nos bairros Planalto, Brasil, Roosevelt e Distrito Industrial. Os policiais analisaram a procedência das peças e documentos, mas ainda não divulgaram o balanço das autuações.

Em Uberaba, a investigadores fiscalizam estabelecimentos na Avenida Deputado José Marcus Cherém. Até agora, blocos de motores raspados foram apreendidos.

O delegado Rodolfo Rosa, titular da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Uberaba, explicou sobre os trabalhos desta quinta-feira.

“O balanço é positivo pois detectamos dez pontos que estão irregulares junto ao Detran. Elas foram notificadas para que regularizem e têm 30 dias. Além da fiscalização administrativa, a parte criminal também será apurada contra o proprietário se houver provas de receptação”.

Alto Paranaíba

Segundo a Polícia Civil de Patos de Minas, 26 empresas foram fiscalizadas nas cidades atendidas pela delegacia regional, como Patrocínio, Monte Carmelo, Carmo do Paranaíba, Coromandel e Abadia dos Dourados.

“Todas estas lojas apresentaram irregularidades na finalização do credenciamento e agora têm um mês para regularizar sob pena de serem interditadas. A operação visa três pilares: segurança, coibição de crimes de receptação e proteção ambiental”, afirmou o delegado responsável, César Colombari.

Lei do desmonte

Segundo a Polícia Civil, cerca de 900 policiais da corporação estão agora nas ruas de cerca de 140 cidades de Minas para combater a atuação de empresas em desacordo com a Lei Federal 12.977/2014, conhecida como “Lei do Desmonte”.

Regulamentada no Estado em 2017, a lei tem como principal objetivo inibir furto, roubo e receptação de veículos, por meio da comprovação de origem das peças que chegam até o consumidor final.

Condições de funcionamento

Segundo a Polícia Civil, para continuarem operando, as empresas de desmontagem, reciclagem e comércio de peças usadas devem ser credenciadas pelo Detran-MG e comprovar regularidade fiscal, estrutura mínima para a realização dos serviços e descarte controlado de óleos e fluídos.

Se além da falta de credenciamento, os policiais civis encontrarem peças de veículos sem procedência, configurando prática criminosa, os proprietários dos desmanches clandestinos poderão responder criminalmente.

Minas Gerais

Dados da Polícia Civil apontaram que de janeiro a junho do ano passado 22.187 veículos foram roubados ou furtados no Estado. No mesmo período desse ano, 17.330 veículos foram alvos de furto ou roubo, de acordo com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Nos desmontes credenciados, cada uma das peças à venda recebe uma etiqueta de rastreabilidade e é incluída em um sistema informatizado, que vincula esse item ao veículo de origem e a nota fiscal.

Por G1

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