Em Coromandel, cooperativas definem atos nacionais contra a importação de leite

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As cooperativas que integram a Federação de Cooperativas Agropecuárias de Leite de Minas Gerais (Fecoagro Leite Minas) decidiram, em reunião realizada na sede da Cooproleite, no dia 5 de outubro, em Coromandel, organizar manifestações para chamar a atenção das autoridades e obter apoio popular para barrar a importação de leite em pó de países vizinhos, medida que tem causado enormes prejuízos para a pecuária leiteira de Minas Gerais e de todo o Brasil.

No encontro, os presidentes das cooperativas que integram a Fecoagro decidiram aderir a uma manifestação que será realizada no dia 16, em Prata (MG), e se comprometeram a organizar um ato maior, programado para ocorrer no dia 31 de outubro, em Brasília.

O presidente da Fecoagro, Vasco Praça Filho, afirmou que as manifestações serão um ato de repúdio total às importações de leite, principalmente da Argentina e Uruguai, consideradas uma concorrência desleal para os produtores de leite do Brasil. Vasco acrescentou que “as cooperativas vão cobrar dos políticos que defendam o produtor de leite e a agricultura familiar, pois eles têm um papel social muito importante” na economia regional e também nacional. 

Mais detalhes sobre a reunião serão divulgados na edição de outubro do Jornal de Coromandel.

Entenda o problema

Nos últimos meses, as indústrias de produtos lácteos importaram grande quantidade de leite em pó para reidratação no País, mesmo tendo no Brasil capacidade para suprir a demanda. O resultado foi o aumento da oferta de leite no mercado, que acarretou uma grande queda no preço pago ao produtor, levando muitos a desistir da atividade ou à falência.

Apesar da grande oferta de leite e produtos derivados no mercado, os preços ao consumidor não tiveram redução.

Impacto na economia local

Prejudicados com uma queda de aproximadamente 50% nos rendimentos, muitos produtores têm pensando em abandonar a pecuária leiteira em Coromandel, setor que é o ‘combustível’ da economia local, colocando em risco a sobrevivência de outros setores.

O presidente do Sindicato Rural de Coromandel, Fausto da Silveira, diz que o problema “bate à porta de todos na cidade: do supermercado até às pequenas e grandes lojas. Quem movimenta o comércio é quem tem renda, quem paga o funcionário, e o produtor está ficando sufocado: o dinheiro não está dando para pagar nem o custeio do leite, e muito menos para levar a família no restaurante ou pagar a escola das crianças. Está difícil!”.

A visão é compartilhada pelo presidente da Cooproleite, Alceu Gomes do Amaral, que em entrevista publicada na edição agosto do Jornal de Coromandel (veja aqui), afirmou que o comércio e, principalmente, o município, perde quando os produtores de leite enfrentam problemas, como agora.

 

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