Pesquisa é pioneira em identificar fatores ideais para cultivo de Jalapeño

Para sabermos como determinada espécie de vegetal comporta-se no ambiente, é necessário que seja feita, primeiramente, uma categorização e catalogação da espécie. Outra importante medida é “identificar quais são os fatores próximos do ideal para um bom crescimento e desenvolvimento desse vegetal, como os hormônios e nutrientes utilizados no cultivo in vitro”, explica a pesquisadora Paula Guimarães, bacharel em Biotecnologia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Esse tipo de técnica foi utilizada por ela em sua pesquisa de iniciação científica sobre a pimenta Jalapeño, sob a orientação do professor Robson José de Oliveira Júnior, premiada como a melhor da área de Ciências Biológicas na UFU em 2016.

Antes da pesquisa realizada por Guimarães e Oliveira Júnior, não existiam estudos elucidados na literatura referentes à Jalapeño. “Este estudo foi o primeiro”, salienta a estudante. Esse tipo de cultivo envolve técnicas da cultura de tecidos em laboratório. Busca determinar a capacidade que a célula vegetal já diferenciada tem quando retorna ao seu estado meristemático e, depois, redefine seu padrão de diferenciação, constituindo uma nova planta. Contribui para o melhoramento genético de plantas e a obtenção de plantas saudáveis, para que se produza esses vegetais em larga escala de mudas e com características melhoradas.

A Jalapeño é uma pimenta que pertencente ao gênero Capsicum e da espécie Capsicum annuum. Tem picância média, fruto grande e é originária do México. Apresenta propriedades medicinais e também é altamente rica em antioxidantes. A planta tem origem na cidade de Jalapa, no México. Foi expandida ao longo das Américas até chegar aos outros continentes, e muito se deve ao intermédio das colonizações. É muito consumida nos países da América do Norte. No Brasil, tem sido cultivada principalmente nos estados de São Paulo, Goiás e Minas Gerais. É consumida em várias partes do país tanto in natura como também na forma de molhos e pó.

Com a pesquisa, Guimarães conseguiu “obter informações sobre o cultivo in vitro da pimenta Jalapeño, através de métodos diversos para gerar conhecimento sobre a multiplicação desta pimenta por meio da cultura de tecidos”. No teste de germinação, a pesquisadora observou que 64% das sementes germinaram. Também foram feitos testes de desinfestação, com hormônios e com nutrientes.

Os resultados parciais do estudo são, segundo Guimarães, o primeiro passo para que seja  possível obter resultados concretos e determinantes e, consequentemente, possa-se cultivar essa espécie. “São necessários estudos complementares para concluir a linha de pesquisa. Ainda existe grande necessidade de mais pesquisas serem realizadas para melhor entendimento deste vegetal, visando compreender de forma mais ampla seu modo de crescimento, quais substâncias e fatores mais possuem influência para seu desenvolvimento e, posteriormente, analisar o fruto gerado por plantas desenvolvidas in vitro”, finaliza a pesquisadora.

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