Artigo: Fique atento à anemia infecciosa equina

Por Maria Alice de Sene Moreira*

Devido a grande versatilidade e docilidade dos equinos eles são largamente utilizados, no mundo todo, em diversas atividades tais como trabalho, produção, esporte e diversão.

No entanto, para criar um animal é necessário conhecer além dos seus hábitos as doenças que podem acometê-los. Uma das doenças que acometem os equinos é a anemia infecciosa equina (AIE).

A AIE é provocada por um vírus que se instala no organismo do animal através da picada de insetos hematófagos, uso de agulhas contaminadas, instrumentos cirúrgicos, groza dentária, sonda esofágica, aparadores de cascos, arreios, esporas e outros materiais, além da placenta, colostro e acasalamento e uma vez instalado, nele permanece por toda a vida mesmo quando não manifestar sintomas.

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Pode acometer os cavalos como também os asininos (jumentos) e muares (burros e mulas) e os animais que estiverem infectados podem apresentar os seguintes sintomas: febre de 40 a 41, 1° C, hemorragias puntiformes embaixo da língua, anemia, inchaço no abdômen, redução ou perda de apetite, depressão e hemorragia nasal.

Na tentativa de prevenir o aparecimento da doença deverão ser utilizadas agulhas e seringas descartáveis e ao adquirir equino, principalmente os de alto valor comercial, exigir exame negativo de AIE.

Como não há tratamento efetivo ou vacina para esta enfermidade e o animal infectado torna-se portador permanente da doença, sendo fonte de infecção para os demais a Instrução Normativa nº 45 de 15/06/2004 determina que a existência de equídeos positivos para AIE deverá ser comunicada ao serviço de defesa sanitária do Estado para eles sejam isolados ou sacrificados.

* Por Maria Alice de Sene Moreira, em colaboração especial para o Jornal de Coromandel

Breve Currículo: Maria Alice de Sene Moreira é médica veterinária mestranda em sanidade dos animais dos trópicos pela Uniube. É professora da FCC e Fiscal Agropecuário responsável pelo escritório seccional do IMA de Coromandel.

 

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