Gravado pedindo R$ 2 milhões a dono de frigorífico, Aécio é afastado do Senado

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O senador mineiro e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, foi afastado do mandato no Senado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (18), após o jornal O Globo ter revelado que ele pediu – e recebeu – R$ 2 milhões em propinas do Grupo JBS. O STF avalia autorizar a prisão preventiva do tucano pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR); sua irmã, Andrea Neves, foi detida nesta manhã.

A informação do jornal tem por base a delação premiada de Joesley Batista, um dos sócios do frigorífico, que também apresentou uma gravação contra o ocupante da Presidência, Michel Temer (PMDB), na qual ele concede sua anuência para o Grupo JBS pagar pelo silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha.

Nesta quinta, além de ser afastado, Aécio foi alvo de uma operação da Polícia Federal. Seu gabinete foi tomado por agentes da PF em busca de provas dos crimes que teriam sido praticados pelo senador.

Em um trecho da delação vazado ao jornal O Globo, Aécio diz a Joesley alguém de sua confiança para buscar o dinheiro e faz uma declaração, no mínimo, assustadora: “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação”.

PSDB
A cúpula do PSDB está reunida para tomar uma posição a respeito das denúncias. Uma das opções é a expulsão do tucano, outra é sua destituição da presidência do partido.

Até a delação de Joesley Batista, Aécio Neves era tido como um dos nomes fortes do PSDB para a disputa da Presidência da República em 2018.

O senador foi candidato em 2013 e acabou derrotado por Dilma Roussef, que foi reeleita com apertada margem de votos.

 

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