Artigo: desmistificando a hipnose – hipnoterapia cognitiva

Colunistas Dra. Flávia Beatriz Pereira

Historicamente, a hipnose tem sido empregada de forma inadequada, principalmente no que se refere ao advento da psicoterapia. Por isso ainda hoje, muitas vezes, pode-se dizer que a sua utilização é percebida de maneira pouco receptiva, inclusive perante a comunidade científica.

Entretanto, no Brasil, desde que conduzido de maneira ética, o uso da hipnoterapia é aprovado e regulamentando pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) como ferramenta auxiliar no trabalho do psicólogo, conforme disposto pela Resolução n°013/00.

No que diz respeito ao âmbito internacional, atualmente, diversas pesquisas e estudo empíricos estão sendo desenvolvidos, objetivando o aprimoramento e a desmistificação da técnica. Nesse sentido, a utilização de sessões de hipnose nos processos terapêuticos envolvendo transtornos alimentares, de ansiedade, sono, depressão, fobias e o uso de substâncias, principalmente, tem apresentado resultados significativos.

psicologoA Hipnoterapia Cognitiva é uma técnica coadjuvante em psicoterapia, que engloba aspectos da hipnose clínica e da abordagem cognitivo-comportamental para o tratamento das psicopatologias.

Trata-se de uma metodologia desenvolvida recentemente, de caráter integrativo, e que tem auxiliado efetivamente no esbatimento de sintomas específicos e na resolução de diversos problemas.

O processo da hipnoterapia cognitiva envolve o trabalho com diferentes crenças e estratégias comportamentais, numa associação entre a hipnose clínica com a Terapia Cognitiva tradicional e/ou a Terapia do Esquema. Através de técnicas próprias e o uso de imagens mentais, o paciente é levado a confrontar crenças disfuncionais e a desenvolver estratégias de enfrentamento mais adaptativas e eficazes.

Com isso, espera-se diminuir a intensidade do sofrimento manifestado pelo sujeito, otimizado o processo terapêutico. Da mesma forma, com a hipnoterapia cognitiva, objetiva-se promover a prevenção de recaídas e o aumento da qualidade de vida, tornando a abordagem uma terapêutica complementar eficaz no tratamento de diversas psicopatologias.

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